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O narcisista consegue amar?

  • há 11 minutos
  • 11 min de leitura

O narcisista consegue amar?

 

Quando o outro deixa de ser sujeito e passa a ser espelho

 

Existe uma frase muito comum quando se fala sobre narcisismo: "Narcisistas não sabem amar." É uma frase forte, fácil de compartilhar e, justamente por isso, precisa ser examinada com cuidado. Dizer que uma pessoa com Transtorno da Personalidade Narcisista é simplesmente incapaz de amar é uma generalização que não corresponde à complexidade encontrada na clínica. A questão mais profunda talvez seja outra: Essa pessoa consegue amar o outro como outro? Ou seja, consegue reconhecer que aquele que está diante dela possui desejos, necessidades, limites, sentimentos e uma vida interior que não existem para satisfazer suas próprias necessidades? É aqui que o problema da reciprocidade começa a aparecer.

 

Amar não é apenas sentir alguma coisa

 

Amor não pode ser reduzido à intensidade do sentimento. Uma pessoa pode sentir paixão, desejo, necessidade, ciúme, fascinação e até profundo sofrimento diante da possibilidade de perder alguém. Mas isso não significa necessariamente que exista uma relação madura de amor. Amar envolve também reconhecer o outro. É conseguir perguntar: "O que essa pessoa sente?" "O que ela precisa?" "O que ela deseja?" "Onde estão os limites dela?" "O que minhas atitudes provocam nela?" Isso exige algo fundamental: reciprocidade.

 

No funcionamento narcísico patológico, justamente essa dimensão pode ficar comprometida. Estudos sobre narcisismo patológico e relacionamentos encontram dificuldades envolvendo controle, desvalorização, exploração e problemas de intimidade e reciprocidade. Portanto, não é correto dizer simplesmente: "Essa pessoa não sente nada." O problema pode estar na dificuldade de sustentar uma relação na qual o outro não esteja permanentemente organizado em torno das necessidades do próprio self.

 

O outro pode se transformar em espelho

 

Essa talvez seja uma das imagens mais úteis para compreender o funcionamento narcísico. Imagine alguém que precisa constantemente sentir que é especial, admirado, desejado ou superior. Quando encontra alguém que confirma essa imagem, a relação pode ser extremamente intensa. A outra pessoa parece maravilhosa. "Finalmente encontrei alguém especial." "Ela me entende." "Ela é diferente de todas as outras." "Somos perfeitos juntos." Mas existe uma pergunta que precisa ser feita: Essa pessoa está sendo amada pelo que realmente é ou pelo que representa para a autoestima de quem ama?

 

Essa diferença é enorme. Na literatura psicodinâmica, aparecem descrições de relações marcadas por idealização e desvalorização. O outro pode ser colocado em um lugar extraordinariamente elevado enquanto confirma a imagem desejada e, posteriormente, ser desvalorizado quando deixa de cumprir essa função ou ameaça a estabilidade da autoimagem.  É como se a relação dissesse: "Você é maravilhoso porque me faz sentir maravilhoso." Até que alguma coisa mude.

 

Quando o espelho deixa de refletir a imagem desejada

 

O problema aparece quando o outro começa a apresentar sua própria subjetividade. Ele discorda.

Estabelece limites. Diz "não". Faz uma crítica. Deseja algo diferente. Recebe uma promoção. Tem mais sucesso. Precisa de atenção. Está cansado. Quer espaço. Não concorda com a versão que o parceiro construiu da relação. Nesse momento, o outro deixa de funcionar como um espelho perfeito. Ele se torna uma pessoa real. E uma pessoa real não existe para confirmar permanentemente a nossa imagem.

 

Em relacionamentos marcados por narcisismo patológico, essa mudança pode provocar conflitos intensos. Pesquisas com parceiros e familiares de pessoas com altos níveis de traços narcísicos encontraram relatos de idealização e desvalorização, controle, agressividade e outras formas de disfunção interpessoal. Por isso, algumas relações podem começar com uma intensidade extraordinária e terminar em desprezo igualmente intenso. Não necessariamente porque o sentimento inicial era totalmente falso. Mas porque a relação pode ter sido organizada, em parte, em torno daquilo que o outro proporcionava à própria identidade.

 

E a empatia?

 

Aqui precisamos abandonar outro mito: "O narcisista não tem empatia nenhuma." A realidade é mais complexa. A empatia possui diferentes componentes. Podemos distinguir, de maneira simplificada, a capacidade de compreender cognitivamente o estado de outra pessoa e a capacidade de responder afetivamente ao que ela está vivendo.

 

Revisões da literatura indicam que pessoas com Transtorno da Personalidade Narcisista podem apresentar comprometimentos importantes na empatia, especialmente na dimensão afetiva, mas isso não significa uma ausência absoluta de capacidade empática. A relação entre narcisismo e empatia parece depender também de fatores motivacionais e situacionais.  Isso é clinicamente importante.


Uma pessoa pode saber que você está sofrendo. Pode compreender intelectualmente o que aconteceu. Pode até explicar perfeitamente seus sentimentos. Mas isso não garante que consiga se deixar afetar pelo sofrimento do outro de maneira consistente. Existe uma diferença entre: "Eu entendo o que você está sentindo." e: "Seu sofrimento realmente importa para mim." Essa diferença pode ser decisiva dentro de um relacionamento.

 

Saber o que o outro sente não significa necessariamente cuidar dele

 

Existe uma dimensão ainda mais delicada. A capacidade de compreender o estado emocional de outra pessoa pode existir sem que seja utilizada para o cuidado. Em determinadas circunstâncias, compreender o outro pode até ser utilizado de maneira instrumental.

 

A revisão de 2023 sobre narcisismo e empatia chama atenção justamente para essa ambivalência: aspectos cognitivos da empatia podem permanecer relativamente preservados enquanto dificuldades afetivas interferem na resposta ao sofrimento do outro. Isso nos ajuda a compreender por que alguém pode parecer extremamente perspicaz emocionalmente e, ao mesmo tempo, comportar-se de maneira profundamente insensível. Pode saber exatamente onde o outro é vulnerável. Mas saber não é o mesmo que cuidar.

 

Mas existe uma notícia importante

 

A ciência também nos impede de cair no fatalismo. Narcisismo não deve ser entendido como uma sentença de incapacidade absoluta de mudança. Um estudo experimental encontrou que instruções para adotar a perspectiva da outra pessoa reduziram a associação negativa entre narcisismo e empatia. Em outras palavras, os resultados sugerem que determinados indivíduos com traços narcísicos podem apresentar respostas empáticas melhores quando são estimulados a assumir deliberadamente a perspectiva do outro.  Isso é importante porque nos permite fazer uma distinção:

dificuldade não significa impossibilidade. Uma pessoa pode precisar aprender aquilo que outras pessoas desenvolvem de maneira mais espontânea. Pode precisar interromper a própria reação. Perguntar. Escutar. Considerar. Esperar. Reconhecer. Reparar. Não é simples. Mas também não é necessariamente impossível.

 

O problema da reciprocidade

 

Talvez aqui esteja o coração do tema. Uma relação saudável não é: "Você existe para me fazer bem." Também não é: "Eu existo para fazer você feliz." É algo muito mais maduro: "Nós dois existimos como pessoas distintas, e precisamos aprender a cuidar um do outro sem destruir a individualidade de nenhum dos dois." Isso exige reciprocidade. Eu posso ter necessidades. Você também. Eu posso ter limites. Você também. Eu posso estar cansado. Você também. Eu posso discordar. Você também. Eu posso ter sucesso. Você também.

 

E o sucesso do outro não precisa significar a minha derrota. Esse último ponto é especialmente importante no narcisismo. Quando o valor pessoal depende de comparação, o crescimento do outro pode ser percebido como ameaça. O parceiro recebe reconhecimento. O outro se sente diminuído. O filho conquista algo. O pai ou a mãe sente que perdeu importância. O colega é elogiado. A pessoa sente necessidade de recuperar o protagonismo. O amigo prospera. A alegria pelo sucesso dele é substituída pela comparação. Nesse cenário, o relacionamento deixa de ser encontro. Transforma-se em competição.

 

Amar também significa permitir que o outro seja diferente

 

Talvez essa seja uma das maiores dificuldades em relações narcísicas. O outro precisa ser diferente.

Não apenas fisicamente. Psicologicamente. Emocionalmente. Moralmente. Espiritualmente. Ele pode pensar diferente. Ter gostos diferentes. Ter opiniões diferentes. Ter necessidades diferentes. E continuar sendo amado.

 

Essa é uma das marcas da maturidade afetiva: não precisamos transformar o outro em uma cópia de nós mesmos para continuar vinculados a ele. Quando a diferença ameaça a própria identidade, entretanto, podem surgir tentativas de controlar, corrigir, desqualificar ou diminuir o outro. É nesse ponto que a relação começa a perder sua reciprocidade.

 

E a idealização?

 

Outro fenômeno importante é a idealização. No início de algumas relações, o parceiro pode ser colocado em um pedestal. "Você é perfeito." "Você é tudo o que eu sempre procurei." "Nunca conheci ninguém assim." Isso pode parecer amor extraordinário. E às vezes existe, de fato, uma paixão intensa e genuína.

 

Mas, quando a imagem idealizada não consegue sobreviver ao encontro com a pessoa real, pode ocorrer uma mudança brusca. A pessoa que era maravilhosa passa a ser: "egoísta." "fria." "ingrata."

"incompetente." "louca." "o problema de tudo." A idealização pode dar lugar à desvalorização.

 

Estudos sobre funcionamento narcísico em relacionamentos descrevem justamente essa alternância como parte importante da disfunção interpessoal. Isso nos mostra algo importante: amar alguém não é amar uma imagem idealizada dessa pessoa. É aprender a amar uma pessoa real. Com limites. Defeitos. Diferenças. Frustrações. E autonomia.

 

O que a Psicanálise acrescenta?

 

A Psicanálise nos ajuda a perguntar: Quem é o outro dentro do mundo psíquico dessa pessoa? Ele é reconhecido como sujeito? Ou ocupa principalmente uma função? Função de admirador. Função de cuidador. Função de provedor. Função de confirmação. Função sexual. Função de status. Função de proteção contra a solidão. Função de espelho.

 

Essa pergunta não pretende reduzir uma pessoa a uma explicação. Ela procura compreender a estrutura da relação. Porque uma relação pode parecer muito intensa e ainda assim ser profundamente pouco recíproca. Intensidade não é sinônimo de intimidade. Essa talvez seja uma das frases mais importantes deste artigo.

 

O que as Neurociências acrescentam?

 

As Neurociências ajudam a compreender que empatia não é uma capacidade única. Ela envolve diferentes processos relacionados à percepção social, compreensão de estados mentais e resposta afetiva. Pesquisas recentes continuam investigando como narcisismo, empatia e processamento social se relacionam em níveis comportamentais e neurais.


Os resultados reforçam que essa relação é multidimensional e depende do contexto, em vez de apontar para uma simples ausência global de empatia. Isso é importante porque impede dois erros. O primeiro: "Ele não sente nada." O segundo:

"Se ele entende o que eu sinto, então necessariamente se importa comigo." Nenhuma das duas afirmações é suficientemente precisa. A capacidade de compreender o outro e a disposição de responder ao outro são dimensões relacionadas, mas não idênticas.

 

E a Teologia?

 

Aqui encontramos uma diferença radical entre amor cristão e relacionamento baseado na utilização do outro. Jesus resume a lei em dois movimentos: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração..." e: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Mateus 22:37-39

 

Observe que o próximo não aparece como instrumento para construir a minha identidade. Ele é próximo. Uma pessoa diante de mim. Alguém que possui dignidade própria. Isso significa que o amor cristão não pode ser reduzido a: "Eu preciso de você."

 

Necessidade pode existir. Dependência emocional pode existir. Desejo pode existir. Mas o amor cristão precisa caminhar em direção ao reconhecimento do outro.

 

Paulo escreve: "O amor não busca os seus próprios interesses." 1 Coríntios 13:5 Isso não significa que o amor saudável não possua necessidades ou que devemos abandonar limites pessoais. Significa que o outro não deve ser reduzido a instrumento para satisfazer permanentemente o meu próprio interesse.

 

Cristo não transforma pessoas em espelhos

 

Essa talvez seja uma das contribuições mais profundas da fé cristã para essa discussão. Cristo não chama pessoas para serem admiradas por nós. Ele nos chama a amar. Não para transformar o outro em extensão da nossa identidade. Mas para reconhecer sua dignidade. O evangelho desloca o centro. A pergunta deixa de ser: "O que essa pessoa pode fazer por mim?" E passa a incluir: "Como posso amá-la sem deixar de reconhecer que ela é outra pessoa?"

 

Isso não significa tolerar abuso. Não significa permanecer em relacionamentos destrutivos. Não significa abandonar limites. Amar não é permitir que alguém nos destrua. Às vezes, amar também significa estabelecer limites. E limites podem ser uma forma de reconhecer que eu também sou uma pessoa que possui dignidade.

 

O Aconselhamento Pastoral precisa ter cuidado com os dois lados

 

Quando alguém chega ao aconselhamento dizendo: "Meu marido é narcisista." ou: "Minha esposa é narcisista." ou: "Meu pai é narcisista." o conselheiro precisa resistir à tentação de diagnosticar rapidamente. Nem toda pessoa egoísta possui Transtorno da Personalidade Narcisista. Nem toda relação difícil é uma relação narcísica. Nem todo conflito significa ausência de amor. O diagnóstico de um transtorno de personalidade exige avaliação clínica adequada.

 

Mas também seria um erro minimizar o sofrimento de quem está vivendo uma relação marcada por exploração, controle, desvalorização ou falta persistente de reciprocidade. Pesquisas com parceiros e familiares mostram que essas dinâmicas podem produzir sofrimento psicológico significativo. Por isso, o aconselhamento precisa perguntar: Existe reciprocidade? Os limites são respeitados? A pessoa consegue reconhecer o sofrimento que provoca? Existe espaço para discordância? Existe reparação depois do conflito? O outro pode ser diferente sem ser punido? Há controle ou exploração? A relação permite que ambos tenham subjetividade? Essas perguntas são mais úteis do que simplesmente aplicar o rótulo "narcisista".

 

E para quem convive com alguém assim?

 

Existe uma orientação que precisa ser dita com clareza: você não conseguirá construir sozinho uma relação recíproca. Relacionamentos dependem de duas pessoas. Você pode melhorar sua comunicação. Pode aprender a estabelecer limites. Pode abandonar respostas impulsivas. Pode procurar compreender. Pode buscar ajuda.

 

Mas não pode produzir sozinho a disposição do outro para reconhecer você como sujeito. Isso é especialmente importante para pessoas que passam anos tentando descobrir: "O que preciso fazer para finalmente ser amado?" Talvez essa pergunta precise mudar. Em alguns relacionamentos, a questão não é encontrar a maneira perfeita de agradar. É reconhecer que reciprocidade também é responsabilidade do outro.

 

Afinal, o narcisista consegue amar?

 

A resposta mais responsável é: pode existir capacidade de vínculo, afeto e apego, mas o funcionamento narcísico pode comprometer profundamente a maneira como a pessoa reconhece, considera e responde ao outro.

 

Não é uma questão simples de "tem amor" ou "não tem amor". É uma questão de como o amor é organizado dentro da relação. Pode haver paixão sem reciprocidade. Pode haver dependência sem intimidade. Pode haver desejo sem reconhecimento. Pode haver necessidade sem cuidado. Pode haver medo de perder sem capacidade de respeitar. E pode haver sentimento sem maturidade suficiente para sustentar uma relação saudável.


Por isso, a pergunta mais útil talvez não seja: "Ele me ama?" Mas: "Como esse amor se manifesta na relação?" Ele respeita? Escuta? Reconhece? Repara? Aceita limites? Consegue celebrar o crescimento do outro? Consegue tolerar diferenças? Consegue reconhecer quando machuca? Consegue pedir perdão? Consegue permitir que o outro exista sem precisar controlá-lo? Porque amor não é apenas aquilo que sentimos. Amor também é a maneira como tratamos a pessoa que dizemos amar.

 

Uma pergunta para nossa própria vida

 

Este artigo não deve ser usado apenas para identificar alguém. Também precisamos olhar para nós mesmos. Eu consigo amar alguém sem precisar controlá-lo? Consigo permitir que o outro seja diferente de mim? Consigo celebrar uma conquista que não é minha? Consigo ouvir sem transformar tudo em mim? Consigo reconhecer que o outro tem necessidades legítimas? Consigo pedir perdão quando machuco? Consigo amar sem exigir que o outro seja meu espelho?

 

Essas perguntas não servem para produzir culpa. Servem para produzir maturidade. Porque, no fundo, todos nós precisamos aprender que amar não é possuir. Amar é reconhecer.

 

Conclusão

 

O narcisismo não deve ser reduzido à frase: "Narcisistas não sabem amar." Isso é simples demais para um fenômeno tão complexo. A questão central está na capacidade de construir uma relação na qual o outro seja reconhecido como sujeito, e não apenas como fonte de admiração, validação, cuidado, status ou segurança. A pesquisa aponta para dificuldades importantes de empatia e funcionamento interpessoal no Transtorno da Personalidade Narcisista, mas também mostra que a empatia não é simplesmente inexistente e que pode variar conforme contexto e motivação.

 

A Psicanálise nos ajuda a investigar o lugar que o outro ocupa na economia psíquica. As Neurociências ajudam a compreender os diferentes componentes da empatia e do processamento social. A Teologia nos lembra que o próximo não é um instrumento para confirmar nossa importância. E o Aconselhamento Pastoral precisa ensinar tanto amor quanto limites, tanto compaixão quanto responsabilidade. Talvez a maturidade afetiva possa ser resumida assim: Eu não preciso transformar você em meu espelho para conseguir amar você. E talvez essa seja uma das diferenças mais profundas entre precisar de alguém e amar alguém.

 

Seguindo Seus Passos

Teologia • Psicanálise • Neurociências • Aconselhamento Pastoral www.seguindoseuspassos.com.br

 

Referências científicas utilizadas

  • Baskin-Sommers, A., Krusemark, E. & Ronningstam, E. Empathy in Narcissistic Personality Disorder: From Clinical and Empirical Perspectives. (PubMed)

  • Di Giacomo, E. et al. The dark side of empathy in narcissistic personality disorder. (PubMed)

  • Jauk, E. et al. Psychological and neural correlates of social affect and cognition in narcissism. (PubMed)

  • Pathological narcissism: An analysis of interpersonal dysfunction within intimate relationships. (PubMed Central (PMC))

  • Pincus e colaboradores. Narcissistic Personality Disorder: Progress in Understanding and Treatment. (PubMed Central (PMC))

  • Hepper, E. G., Hart, C. M. & Sedikides, C. Moving Narcissus: Can Narcissists Be Empathic? (PubMed)

 

Por Carlos Henrique Müller Filho – Teólogo especialista em aconselhamento pastoral, psicanalista, especialista em neurociências na pratica clínica e neuropsicanálise.

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