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TRANSTORNO BIPOLAR: VIVER ALÉM DO DIAGNÓSTICO
TRANSTORNO BIPOLAR: VIVER ALÉM DO DIAGNÓSTICO O transtorno faz parte da história. Não precisa ser a história inteira. Durante os últimos dias, percorremos diferentes aspectos do transtorno bipolar. Falamos sobre as oscilações do humor, os episódios de mania, hipomania e depressão, os sinais de alerta, o tratamento, a estabilidade, a identidade, os relacionamentos, a impulsividade, a igreja, as situações de crise e aquilo que acontece depois que a crise termina. Agora ch
Carlos Henrique Müller Filho
há 2 horas6 min de leitura
TRANSTORNO BIPOLAR: DEPOIS DA CRISE
TRANSTORNO BIPOLAR: DEPOIS DA CRISE — COMO RECONSTRUIR A VIDA DEPOIS DE UM EPISÓDIO? Quando a crise termina, mas a história ainda precisa ser reconstruída Uma crise pode terminar antes que a vida consiga voltar ao lugar. O episódio passou, o humor começou a se estabilizar e a intensidade diminuiu, mas ainda podem permanecer consequências concretas: uma dívida contraída durante um período de impulsividade, um conflito familiar, uma relação rompida, problemas no trabalho, d
Carlos Henrique Müller Filho
há 1 dia7 min de leitura
TRANSTORNO BIPOLAR: QUANDO A CRISE EXIGE UMA RESPOSTA DIFERENTE
TRANSTORNO BIPOLAR: QUANDO A CRISE EXIGE UMA RESPOSTA DIFERENTE Quando não é mais hora de observar, mas de buscar ajuda Existe um momento em que a família começa a perceber que alguma coisa mudou. A pessoa praticamente não dorme. Fala sem parar. Está cada vez mais impulsiva. Assume riscos que antes não assumia. Gasta dinheiro de maneira descontrolada. Torna-se extremamente agitada ou irritável. Ou acontece o movimento contrário. Ela se isola completamente. Perde o interes
Carlos Henrique Müller Filho
há 2 dias4 min de leitura
TRANSTORNO BIPOLAR E A IGREJA
TRANSTORNO BIPOLAR E A IGREJA: QUANDO A FÉ ACOLHE SEM ESPIRITUALIZAR O SOFRIMENTO Entre o acolhimento, o discernimento e o cuidado Para muitas pessoas, a igreja é mais do que um lugar de culto. É comunidade. É vínculo. É pertencimento. É o lugar onde alguém encontra pessoas que conhecem sua história, compartilha sua fé e procura sentido para aquilo que está vivendo. Por isso, quando o transtorno bipolar entra nessa história, uma pergunta inevitavelmente aparece: Como a ig
Carlos Henrique Müller Filho
há 3 dias6 min de leitura
TRANSTORNO BIPOLAR, IMPULSIVIDADE E CONSEQUÊNCIAS
TRANSTORNO BIPOLAR, IMPULSIVIDADE E CONSEQUÊNCIAS: QUANDO UMA DECISÃO TOMADA DURANTE UM EPISÓDIO CONTINUA DEPOIS O que fazer quando o episódio termina, mas as consequências permanecem? Uma compra inesperada. Uma decisão profissional tomada sem planejamento. Um investimento arriscado. Uma mudança repentina de cidade. Uma ruptura de relacionamento. Uma exposição pública. Uma atitude sexual impulsiva. Às vezes, uma decisão é tomada em poucas horas, mas suas consequências per
Carlos Henrique Müller Filho
há 4 dias7 min de leitura
TRANSTORNO BIPOLAR E OS RELACIONAMENTOS
TRANSTORNO BIPOLAR E OS RELACIONAMENTOS: QUANDO A CRISE DEIXA MARCAS Como reconstruir a confiança depois que uma crise afetou quem estava ao redor? Uma crise de transtorno bipolar não acontece dentro de uma pessoa isolada. Ela acontece em uma vida. E essa vida possui família, casamento, filhos, amizades, trabalho, comunidade e vínculos que também podem ser afetados pelo que acontece durante um episódio. Quando uma crise é intensa, podem permanecer palavras que machucara
Carlos Henrique Müller Filho
há 5 dias8 min de leitura
TRANSTORNO BIPOLAR E IDENTIDADE
TRANSTORNO BIPOLAR E IDENTIDADE: QUANDO O DIAGNÓSTICO COMEÇA A DIZER QUEM EU SOU? Quando uma condição clínica passa a ocupar o lugar da própria pessoa Existe um momento particularmente delicado na experiência de quem recebe um diagnóstico de transtorno bipolar. Depois de tantas perguntas, consultas, episódios difíceis, conflitos, perdas, mudanças de comportamento e tentativas de compreender o que estava acontecendo, finalmente aparece um nome. Transtorno bipolar. Um n
Carlos Henrique Müller Filho
há 6 dias8 min de leitura
TRANSTORNO BIPOLAR: COMO CONSTRUIR ESTABILIDADE SEM TRANSFORMAR CUIDADO EM CONTROLE?
TRANSTORNO BIPOLAR: COMO CONSTRUIR ESTABILIDADE SEM TRANSFORMAR CUIDADO EM CONTROLE? Quando cuidar significa acompanhar, e não vigiar Nos dias anteriores, falamos sobre o que caracteriza o transtorno bipolar, como reconhecer episódios, a importância de perceber mudanças precoces e por que o tratamento não pode ser reduzido ao controle de sintomas. Agora precisamos dar um passo adiante. Porque existe uma pergunta que aparece com frequência na vida de quem convive com o tra
Carlos Henrique Müller Filho
20 de set.7 min de leitura
TRANSTORNO BIPOLAR: POR QUE TRATAMENTO NÃO É APENAS CONTROLAR SINTOMAS?
TRANSTORNO BIPOLAR: POR QUE TRATAMENTO NÃO É APENAS CONTROLAR SINTOMAS? Cuidar do transtorno bipolar é mais do que fazer a crise desaparecer. É construir condições para que a pessoa possa continuar vivendo. Quando alguém recebe o diagnóstico de transtorno bipolar, uma das primeiras perguntas costuma ser: “Existe tratamento?” A resposta é sim. Existem tratamentos eficazes e, com acompanhamento adequado, muitas pessoas conseguem estabilizar os sintomas, reduzir episódio
Carlos Henrique Müller Filho
19 de set.6 min de leitura
QUANDO O EPISÓDIO COMEÇA ANTES DE SER PERCEBIDO?
TRANSTORNO BIPOLAR QUANDO O EPISÓDIO COMEÇA ANTES DE SER PERCEBIDO? Reconhecer sinais precoces, compreender gatilhos e cuidar antes que o sofrimento aumente. O transtorno bipolar não acontece apenas no momento em que uma crise se torna evidente. Em muitas situações, existem mudanças que aparecem antes: alterações no sono, aumento incomum de energia, aceleração dos pensamentos, irritabilidade, mudanças na rotina, isolamento, perda de interesse ou modificações no comporta
Carlos Henrique Müller Filho
18 de set.5 min de leitura
TRANSTORNO BIPOLAR
TRANSTORNO BIPOLAR: COMO RECONHECER OS EPISÓDIOS SEM TRANSFORMAR EM DIAGNÓSTICO CADA MUDANÇA DE HUMOR? Mania, hipomania e depressão não são simplesmente versões mais intensas das emoções que todos experimentamos. Depois de compreender que o transtorno bipolar não pode ser reduzido a “altos e baixos”, surge uma pergunta importante: o que diferencia uma oscilação emocional comum de um episódio relacionado ao transtorno bipolar? Essa pergunta exige cuidado. Uma pessoa pode p
Carlos Henrique Müller Filho
17 de set.7 min de leitura
TRANSTORNO BIPOLAR
TRANSTORNO BIPOLAR: QUANDO AS OSCILAÇÕES DO HUMOR DEIXAM DE SER APENAS MUDANÇAS DE HUMOR? Compreender o transtorno bipolar exige olhar para muito mais do que momentos de tristeza, euforia ou alterações emocionais. Todo ser humano muda de humor. Há dias em que acordamos animados e outros em que estamos mais cansados. Podemos sentir entusiasmo diante de uma boa notícia, irritação diante de uma frustração, tristeza diante de uma perda ou alívio depois de uma situação difícil
Carlos Henrique Müller Filho
16 de set.6 min de leitura
COMO CONVIVER COM O TRANSTORNO DE PERSONALIDADE EVITATIVA?
COMO CONVIVER COM O TRANSTORNO DE PERSONALIDADE EVITATIVA? Acolher sem pressionar, incentivar sem forçar Conviver com alguém que apresenta um funcionamento evitativo pode despertar dúvidas, preocupação e, algumas vezes, frustração. A pessoa parece querer se aproximar, mas recua. Deseja participar, mas encontra razões para não ir. Gostaria de estabelecer relacionamentos, porém teme ser julgada, rejeitada ou considerada inadequada. Para quem está ao redor, esse comportament
Carlos Henrique Müller Filho
15 de set.8 min de leitura
É POSSÍVEL MUDAR?
É POSSÍVEL MUDAR? Coragem, tratamento, exposição gradual e esperança Quando uma pessoa passa muitos anos evitando situações, relacionamentos e oportunidades por medo de rejeição, crítica ou fracasso, pode chegar a uma conclusão dolorosa: “Eu sou assim. Não vou conseguir mudar.” Mas essa conclusão não precisa definir o futuro. O funcionamento evitativo pode se tornar profundamente enraizado, mas padrões aprendidos ao longo da vida podem ser compreendidos, questionados e
Carlos Henrique Müller Filho
14 de set.8 min de leitura
QUANDO EVITAR MACHUCA
QUANDO EVITAR MACHUCA: AS CONSEQUÊNCIAS NOS RELACIONAMENTOS Quando o medo de ser rejeitado impede a experiência de ser conhecido Evitar pode parecer uma solução. Quando existe medo de crítica, rejeição, humilhação ou fracasso, afastar-se pode produzir uma sensação imediata de segurança. A pessoa não precisa enfrentar aquela conversa, não precisa entrar naquele ambiente, não precisa correr o risco de ouvir um “não”. Por alguns instantes, funciona. O problema começa quando
Carlos Henrique Müller Filho
13 de set.9 min de leitura
O QUE EXISTE POR TRÁS DO MEDO DE REJEIÇÃO?
O QUE EXISTE POR TRÁS DO MEDO DE REJEIÇÃO? Quando a vergonha começa a organizar os relacionamentos Existe uma diferença importante entre ter medo de ser rejeitado e viver organizando a própria vida para evitar a possibilidade de rejeição. Todos nós desejamos ser aceitos. Todos podemos sentir vergonha. Todos podemos ficar inseguros diante de uma situação social. O problema aparece quando o medo de rejeição se torna tão presente que começa a interferir na maneira como a p
Carlos Henrique Müller Filho
12 de set.8 min de leitura
COMO RECONHECER O FUNCIONAMENTO EVITATIVO?
COMO RECONHECER O FUNCIONAMENTO EVITATIVO? Quando evitar parece mais seguro do que tentar À primeira vista, uma pessoa que evita situações sociais pode simplesmente parecer tímida, reservada ou pouco interessada em relacionamentos. Mas nem sempre é isso que está acontecendo. No funcionamento evitativo, muitas vezes existe uma experiência interna bastante diferente daquela que o comportamento exterior sugere. A pessoa pode querer conversar, fazer amizades, iniciar um relac
Carlos Henrique Müller Filho
11 de set.7 min de leitura
O QUE É O TRANSTORNO DE PERSONALIDADE EVITATIVA?
O QUE É O TRANSTORNO DE PERSONALIDADE EVITATIVA? Quando o medo de rejeição começa a limitar a própria vida Existem pessoas que preferem ambientes tranquilos, não gostam de grandes grupos e se sentem mais confortáveis com poucos relacionamentos. Isso, por si só, não é um problema. Existem também pessoas tímidas, introvertidas ou que simplesmente apreciam a própria companhia. Mas existe uma situação diferente: quando o medo de ser rejeitado, criticado, humilhado ou consider
Carlos Henrique Müller Filho
10 de set.9 min de leitura
COMO CONVIVER COM O TRANSTORNO DE PERSONALIDADE DEPENDENTE?
COMO CONVIVER COM O TRANSTORNO DE PERSONALIDADE DEPENDENTE? Ajudar sem controlar, acolher sem infantilizar e caminhar sem substituir Conviver com uma pessoa que apresenta um funcionamento dependente pode ser desafiador. Para familiares, companheiros, amigos e até comunidades religiosas, existe uma pergunta que costuma aparecer: “Como posso ajudar sem reforçar a dependência?” Essa pergunta é importante porque o cuidado, quando não é acompanhado de limites, pode assumir u
Carlos Henrique Müller Filho
9 de set.9 min de leitura
É POSSÍVEL MUDAR?
É POSSÍVEL MUDAR? Autonomia, tratamento, limites e esperança Mudar não significa tornar-se alguém que não precisa de ninguém. Significa aprender a precisar sem perder a própria identidade. Existe uma pergunta que costuma aparecer quando falamos sobre transtornos da personalidade: É possível mudar? Para algumas pessoas, essa pergunta nasce da esperança. Para outras, nasce do cansaço. Há quem esteja sofrendo porque percebe que sempre precisa da aprovação de alguém para deci
Carlos Henrique Müller Filho
8 de set.11 min de leitura
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