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Quero fazer análise!

  • 13 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

"Quando você me olha nos olhos e pergunta: ‘o que você acha disso?’, eu preciso que saiba de antemão que meu papel aqui não é o de quem julga, nem o de quem aponta caminhos. Eu sou alguém que escuta. E nessa escuta, tento captar o que talvez nem você perceba estar dizendo. Às vezes são palavras que escapam, outras vezes são silêncios cheios de sentido.


O que eu acho importa menos do que o que você sente — e mesmo o que você sente às vezes está misturado com aquilo que você não quer sentir. É isso que tentamos descobrir juntos: as verdades que você já conhece e as que ainda estão escondidas dentro de você.


Eu não tenho uma cura para te oferecer. A psicanálise não cura como um remédio cura uma ferida. Ela revela, ela mostra, ela traz à tona aquilo que está no escuro — e nisso, já há um começo de transformação. Mas essa mudança só acontece se você quiser, se você estiver disposto a se olhar com honestidade. Ninguém pode fazer isso por você. Nem eu.


Entendo que você está em um momento difícil. E não nego: eu também já tropecei muito na vida. O que me trouxe até aqui foi justamente essa experiência de caminhar com as próprias dores, e aprender que escutar o outro é uma forma de escutar algo também de mim.


Se o caminho que você está seguindo agora é o certo ou não, isso só você pode saber. E se em algum momento decidir parar e mudar a direção, essa será uma decisão sua — e tudo bem. O importante é que a escolha seja sua. Isso é o que torna a jornada verdadeira.


Enquanto isso, eu sigo aqui. Escutando. Sem pressa, sem fórmulas, mas com atenção e respeito. E quando você falar — até mesmo sem querer — eu estarei tentando ouvir aquilo que, talvez, esteja pedindo para ser descoberto."

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